IA liberta novas capacidades transformadoras para ERP
Segundo pesquisa realizada pelo Information Services Group (ISG), empresa global especializada em pesquisa e consultoria tecnológica, a inteligência artificial (IA) está impulsionando uma evolução significativa nos sistemas de Enterprise Resource Planning (ERP). O estudo revela que a combinação da IA com a computação em nuvem está ampliando as funcionalidades desses sistemas, tornando-os mais adaptáveis e eficientes para empresas de diversos setores e tamanhos.
Contexto e evolução do ERP
O ERP, inicialmente desenvolvido como software local para integrar processos internos das empresas, tem se transformado com a incorporação de tecnologias avançadas. Desde o início dos anos 2000, a migração para a nuvem tem ampliado a escalabilidade e a capacidade de atualização contínua dessas plataformas, facilitando implementações mais rápidas e garantindo maior desempenho. O ISG projeta que até 2028, mais de 80% dos sistemas ERP adquiridos por empresas serão baseados na nuvem.
Impacto da IA nos sistemas ERP
De acordo com o ISG, a inteligência artificial já contribui para aumentar a produtividade dos ERPs com funcionalidades como detecção automática de anomalias e entrada automatizada de dados. Essas capacidades reduzem o volume de tarefas repetitivas, especialmente em áreas contábeis e administrativas, permitindo que os profissionais concentrem esforços em análises estratégicas e tomada de decisões. Além disso, agentes inteligentes gerenciam processos como conciliação financeira e controle de despesas, minimizando a necessidade de intervenção humana.
Integração e personalização por setor
O estudo também destaca a importância crescente da integração do ERP com outros sistemas corporativos, como gestão de capital humano e cadeias de suprimentos, por meio de interfaces de programação de aplicações (APIs). Essa integração aumenta a transparência e a precisão dos dados, promovendo decisões mais alinhadas e orientadas por informações unificadas. Além disso, fornecedores têm desenvolvido versões específicas para setores como saúde, farmacêutica e logística, incorporando processos e requisitos regulatórios próprios, o que reduz a necessidade de customizações externas.
Segmentação por porte das empresas
Outra tendência identificada no estudo do ISG é a segmentação dos sistemas ERP conforme o porte das organizações. Plataformas voltadas para grandes empresas, com mil ou mais colaboradores, costumam apresentar maior complexidade e abrangência global. Já as soluções destinadas a médias empresas, com 100 a 999 funcionários, buscam equilibrar funcionalidades específicas com usabilidade, contando com configurações pré-definidas para determinados setores. Essa divisão permite que as empresas adotem sistemas mais alinhados à sua escala e necessidades.
Avaliação dos fornecedores de ERP
O ISG elaborou Guias de Compradores que classificam 20 fornecedores de ERP em diferentes categorias, como ERP geral, ERP para saúde, manufatura e médio porte. Entre os avaliados estão nomes como Acumatica, Epicor, Microsoft, Oracle, SAP e Workday. A pesquisa considera aspectos como experiência do produto, plataforma e satisfação do cliente, destacando os líderes em cada segmento. Essa análise visa auxiliar empresas na escolha de soluções que estejam alinhadas com suas estratégias e prioridades, especialmente no que se refere ao uso da IA.
Próximos passos para a modernização do ERP
Mark Smith, sócio e analista chefe do ISG Software Research, ressalta que a modernização do ERP requer planejamento estratégico para mitigar riscos e otimizar investimentos. A transformação digital, impulsionada pela IA e pela nuvem, demanda uma avaliação constante das capacidades dos fornecedores e o alinhamento das soluções com as demandas atuais e futuras das organizações. Assim, as empresas podem garantir que suas plataformas ERP continuem a ser instrumentos centrais para a competitividade e inovação.


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