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O que considerar ao criar sites B2B? Veja os principais pontos

Criar um site B2B exige lógica diferente do B2C. Veja 15 pontos essenciais: proposta de valor, decisores, CTAs, SEO, GEO e integração com vendas.

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Equipe Maximum · 10 min de leitura
Equipe reunida trabalhando na criação de um site B2B

TL;DR

Um site B2B não vende sozinho: ele participa de um ciclo longo, com vários decisores. Os pontos que mais pesam são proposta de valor clara, arquitetura simples, CTAs por estagio da jornada, provas de confiança, conteúdo útil, SEO e GEO desde a concepção, velocidade no mobile e integração com CRM. Publicar o site é o começo: o ganho vem da análise e da melhoria contínua.

Criar um site para uma empresa B2B exige uma lógica diferente daquela utilizada em muitos projetos voltados diretamente ao consumidor final. Em uma negociação entre empresas, dificilmente uma compra relevante acontece apenas porque o visitante encontrou um produto interessante e decidiu adquiri-lo imediatamente.

O processo costuma envolver pesquisa, comparação entre fornecedores, análise de soluções, reuniões, demonstrações, validação técnica e aprovação de diferentes profissionais. Dependendo do produto ou serviço, o ciclo comercial pode durar semanas ou meses.

Por isso, um site B2B precisa fazer muito mais do que apresentar uma empresa. Ele deve ajudar potenciais clientes a entenderem rapidamente o que a organização oferece, quais problemas resolve, para quem a solução é indicada e por que aquela empresa merece entrar na lista de fornecedores considerados.

Além disso, o site pode funcionar como uma importante ferramenta de geração de leads, aquisição orgânica e suporte ao processo comercial.

Veja os principais aspectos que devem ser considerados na criação de sites B2B.

1. Use a IA para acelerar a criação do site

O primeiro ponto é entender que criar um site profissional já não significa necessariamente desenvolver todas as páginas manualmente ou começar um projeto do zero.

Ferramentas baseadas em inteligência artificial podem reduzir significativamente o trabalho inicial, principalmente na definição do layout e da identidade visual das páginas.

Uma alternativa é utilizar um Criador de sites com IA, como o disponibilizado pela Design.com. A ferramenta permite informar o nome da empresa e uma descrição do negócio para que a IA gere diferentes opções de sites, que posteriormente podem ser personalizadas.

É possível modificar elementos como fontes, cores, layouts, espaçamentos e componentes visuais. A plataforma também oferece mais de 3 mil modelos de sites e gera páginas responsivas, adaptadas para desktop, tablet e celular.

Para uma empresa B2B, essa tecnologia pode ser especialmente útil na fase inicial do projeto. Em vez de dedicar grande parte do tempo à construção da estrutura visual, a equipe pode concentrar seus esforços em elementos estratégicos, como posicionamento, conteúdo, proposta de valor e geração de oportunidades comerciais.

Entretanto, utilizar IA não significa simplesmente gerar um site e publicá-lo sem revisão. A tecnologia deve funcionar como aceleradora do processo. Textos, argumentos comerciais, imagens, CTAs e páginas precisam ser adaptados às características reais da empresa e às necessidades dos seus compradores.

2. Tenha uma proposta de valor fácil de entender

Profissionais definindo a proposta de valor de um site corporativo

Um dos maiores erros de sites corporativos é utilizar uma comunicação excessivamente genérica.

Expressões como “soluções inovadoras”, “transformamos negócios” ou “tecnologia para sua empresa” podem parecer interessantes, mas dizem pouco sobre aquilo que a organização realmente entrega.

O visitante deveria conseguir responder rapidamente a três perguntas:

  • O que essa empresa oferece?
  • Para quem ela oferece?
  • Qual problema ela resolve?

Imagine uma plataforma especializada em automação de cobrança B2B. Em vez de utilizar apenas uma frase como “Tecnologia que transforma resultados”, a página poderia comunicar diretamente que oferece uma plataforma para automatizar cobranças, reduzir inadimplência e aumentar a produtividade das equipes financeiras.

Quanto menos esforço o visitante precisar fazer para compreender a solução, melhor.

3. Pense no site como parte do processo comercial

O site B2B não deve ser tratado apenas como uma apresentação institucional.

Ele precisa participar do processo de vendas.

Isso significa pensar em quais informações um potencial cliente procura antes de entrar em contato com um vendedor. Dependendo do negócio, podem surgir dúvidas relacionadas a integrações, funcionalidades, implantação, segurança, atendimento, preços, contratos ou resultados obtidos por outros clientes.

Um bom site responde parte dessas perguntas antecipadamente.

Isso pode ajudar tanto marketing quanto vendas. O lead chega ao contato comercial com uma compreensão maior da solução, enquanto vendedores podem utilizar páginas, estudos de caso e materiais do próprio site durante as negociações.

4. Conheça os diferentes participantes da decisão

Reunião com diferentes decisores envolvidos numa compra B2B

Outra particularidade importante do mercado B2B é a existência de múltiplos tomadores de decisão.

Quem descobre a solução nem sempre é quem assina o contrato.

Um software corporativo, por exemplo, pode ser pesquisado inicialmente por um analista. Posteriormente, o gerente avalia os benefícios, a equipe de TI verifica requisitos técnicos, o financeiro analisa os custos e a diretoria participa da decisão final.

O site precisa considerar essas diferentes necessidades.

Uma página pode destacar benefícios estratégicos para gestores e, ao mesmo tempo, disponibilizar informações técnicas para profissionais responsáveis pela implementação.

Essa organização reduz obstáculos durante a jornada de compra.

5. Construa uma arquitetura simples

Quanto maior a quantidade de soluções oferecidas por uma empresa, maior pode ser a tentação de criar dezenas de menus, categorias e subcategorias.

Porém, uma arquitetura complicada dificulta a navegação.

Para muitas empresas B2B, uma estrutura inicial pode incluir páginas como:

Home: apresenta a proposta de valor e direciona para as principais soluções.

Soluções ou produtos: explica detalhadamente aquilo que a empresa comercializa.

Segmentos: mostra aplicações da solução para diferentes mercados.

Cases: apresenta resultados obtidos por clientes.

Conteúdos: concentra artigos, guias, estudos e materiais educativos.

Sobre: apresenta informações institucionais e diferenciais.

Contato ou demonstração: transforma o interesse do visitante em oportunidade comercial.

A estrutura exata dependerá da complexidade do negócio, mas o princípio deve ser o mesmo: facilitar o caminho até a informação.

6. Trabalhe CTAs de acordo com a intenção do visitante

Equipe planejando CTAs e jornada de conversão do site

Nem todo visitante está pronto para falar com um vendedor.

Uma pessoa que acabou de descobrir determinado problema pode querer apenas aprender mais sobre o assunto. Outra já comparou diversos fornecedores e está preparada para solicitar uma demonstração.

Por isso, sites B2B podem trabalhar com diferentes chamadas para ação.

“Solicite uma demonstração”, “Fale com um especialista”, “Conheça a plataforma”, “Veja nossos cases”, “Baixe o material” e “Solicite uma proposta” são exemplos de CTAs que podem aparecer em diferentes etapas.

O importante é oferecer uma próxima ação lógica.

7. Demonstre confiança e autoridade

Empresas costumam assumir riscos maiores ao contratar fornecedores B2B. Uma escolha errada pode provocar prejuízos financeiros, problemas operacionais e atrasos.

Consequentemente, confiança é um elemento importante.

O site pode apresentar diferentes sinais de credibilidade, como depoimentos, certificações, números da empresa, clientes atendidos, avaliações, estudos de caso, parceiros e resultados alcançados.

Se uma empresa afirma que sua tecnologia reduz determinado custo, por exemplo, apresentar um caso real demonstrando essa redução torna o argumento muito mais concreto.

Os cases também ajudam o visitante a imaginar como a solução poderia funcionar dentro da própria organização.

8. Invista em conteúdo realmente útil

Produção de conteúdo para blog de empresa B2B

Conteúdo pode ser um dos principais ativos de um site B2B.

Isso acontece porque compradores empresariais frequentemente realizam pesquisas antes de procurar fornecedores. Eles querem entender problemas, conhecer tecnologias, comparar abordagens e descobrir boas práticas.

Um blog pode responder essas dúvidas e fazer com que a marca seja encontrada justamente durante esse processo.

Uma empresa de CRM, por exemplo, poderia produzir conteúdos relacionados a gestão comercial, pipeline de vendas, prospecção, forecast, produtividade de vendedores e indicadores comerciais.

Já uma empresa de segurança digital poderia desenvolver materiais sobre proteção de dados, vulnerabilidades, ataques, conformidade e infraestrutura.

Quanto mais próximo o conteúdo estiver dos problemas reais do público, maior sua capacidade de atrair potenciais compradores.

9. Considere SEO desde a criação

SEO não deveria aparecer somente depois que o site estiver pronto.

A estratégia de busca pode influenciar a própria arquitetura das páginas.

Antes de criar o site, vale pesquisar quais termos potenciais clientes utilizam no Google e outros buscadores para encontrar soluções semelhantes.

A partir dessas informações, podem ser desenvolvidas páginas específicas para produtos, categorias, problemas e segmentos.

Também é importante cuidar dos elementos técnicos de SEO, como títulos das páginas, meta descriptions, URLs, headings, links internos, sitemap, indexação, velocidade e dados estruturados.

O objetivo é facilitar tanto a experiência dos visitantes quanto o entendimento das páginas pelos mecanismos de busca.

10. Prepare o conteúdo também para mecanismos de IA

Análise de SEO e GEO de um site corporativo

Além dos buscadores tradicionais, empresas precisam considerar como suas informações aparecem em ferramentas de inteligência artificial.

ChatGPT, Gemini, Perplexity e outros sistemas estão sendo utilizados para pesquisar conceitos, comparar soluções e descobrir empresas.

Nesse cenário, clareza e profundidade tornam-se ainda mais relevantes.

O site deve explicar objetivamente o que a empresa faz, seus produtos, recursos, segmentos atendidos e diferenciais. FAQs, páginas aprofundadas, dados verificáveis, autoria e informações consistentes sobre a marca ajudam a construir uma presença digital mais compreensível.

SEO e GEO (Generative Engine Optimization) podem, portanto, fazer parte de uma estratégia integrada de aquisição e autoridade.

11. Priorize velocidade e experiência mobile

Um site visualmente sofisticado perde boa parte do seu valor quando demora para carregar ou apresenta problemas de navegação.

Imagens muito pesadas, vídeos carregados automaticamente, scripts desnecessários e animações em excesso podem prejudicar a experiência.

Também é essencial considerar dispositivos móveis.

Mesmo no mercado B2B, potenciais compradores podem acessar páginas pelo celular enquanto estão em reuniões, eventos, viagens ou simplesmente fora do computador.

No caso da Design.com, os sites gerados pela ferramenta são automaticamente adaptados para desktop, tablet e celular.

Independentemente da tecnologia escolhida, responsividade deve ser um requisito básico.

12. Facilite ao máximo o contato comercial

Atendimento comercial recebendo contato vindo do site

Se o objetivo é gerar oportunidades, entrar em contato com a empresa não pode ser complicado.

Formulários gigantescos podem afastar visitantes.

Solicite inicialmente apenas as informações realmente necessárias para que a equipe consiga entender e qualificar o contato.

Também podem existir diferentes canais de conversão dependendo do negócio, incluindo formulário, telefone, WhatsApp, e-mail ou agendamento de demonstração.

O site da Design.com, por exemplo, permite incorporar formulários de contato para receber consultas diretamente, além de recursos para captura de e-mails.

O mais importante é evitar que um visitante interessado precise procurar durante vários minutos uma maneira de conversar com a empresa.

13. Integre o site às ferramentas de marketing e vendas

O formulário não deveria representar o fim da jornada digital.

Quando possível, os leads capturados devem ser encaminhados para as ferramentas utilizadas pela empresa, como CRM, automação de marketing ou sistemas internos.

Isso permite acompanhar a origem das oportunidades e entender quais páginas, conteúdos e campanhas realmente contribuem para as vendas.

Também é recomendável configurar ferramentas de analytics e eventos de conversão.

Assim, além de medir visitas, a empresa consegue acompanhar ações relevantes, como preenchimentos de formulário, solicitações de orçamento, downloads e cliques em CTAs.

14. Mantenha consistência na identidade visual

Definição de identidade visual consistente para a marca

O visitante deve reconhecer a mesma empresa em diferentes pontos de contato.

Cores, logotipo, tipografia, imagens e estilo visual precisam seguir uma identidade consistente entre site, redes sociais, apresentações comerciais, propostas e demais materiais.

Esse é outro ponto no qual ferramentas integradas podem facilitar o trabalho.

A Design.com permite criar o site dentro de um ecossistema que também reúne recursos para logotipos e outros ativos de marca, ajudando a manter elementos visuais alinhados.

Para empresas B2B, essa consistência contribui para transmitir maior profissionalismo durante uma jornada que pode envolver diversos contatos com a marca.

15. Analise e melhore continuamente

Publicar o site não significa encerrar o projeto.

Depois do lançamento, é importante analisar o comportamento dos visitantes e identificar oportunidades de melhoria.

Quais páginas recebem mais tráfego? Quais geram mais leads? Onde os usuários abandonam a navegação? Quais conteúdos atraem visitantes qualificados? Qual CTA possui melhor taxa de conversão?

Essas informações podem orientar alterações em textos, layouts, formulários e páginas.

Testes A/B também podem ser utilizados para comparar títulos, CTAs e diferentes estruturas de landing pages.

Com o tempo, o site deixa de ser apenas um projeto institucional e passa a funcionar como um ativo comercial em constante evolução.

Um bom site B2B precisa unir design, conteúdo e estratégia

Criar sites B2B exige equilíbrio entre apresentação visual, facilidade de navegação, conteúdo, tecnologia e objetivos comerciais.

Ferramentas de inteligência artificial tornam a etapa de criação mais rápida e acessível. Soluções como o Criador de sites com IA da Design.com permitem gerar diferentes opções de páginas em poucos segundos e personalizar posteriormente elementos como fontes, cores e layouts.

A tecnologia, entretanto, é apenas uma parte da estratégia.

Para realmente contribuir com os resultados da empresa, o site precisa comunicar claramente a proposta de valor, responder às dúvidas dos compradores, transmitir confiança, ser encontrado nos mecanismos de busca e oferecer caminhos simples para conversão.

Quando esses elementos trabalham juntos, o site deixa de funcionar apenas como um cartão de visitas digital e passa a participar ativamente da geração, qualificação e conversão de oportunidades B2B.

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